Decida se sentir grato e feliz!!!

1385890_684849591526308_1673496575_nMuitas vezes, quando tudo vai bem, não damos valor àquilo que já conquistamos.

Muitas vezes, acostumados com a maré tranquila, nos esquecemos de agradecer a calmaria e começamos, sem perceber, a alimentar situações pequenas que tornam-se monstros da desarmonia.

Percebi que o ser humano tem a incrível capacidade de fazer germinar aquilo que ele põe a mão e então vemos minúsculas desavenças se tornarem grandes árvores ou simples antipatias transformarem-se em desafiadoras convivências. Pergunto-me, então, por que não fazer florescer aquilo que é do bem, que agrega, que agrada? Por que alimentar o que não nos fortalece nem tão pouco impulsiona? Por que direcionar o olhar para coisas externas quando podemos olhar para dentro de nós e escolher a todo momento o queremos fazer crescer?

Venho notado que não treinamos a nossa visão e capacidade de escolha, algo parecido com a parábola que pergunta “qual lobo você vai alimentar”. Há pessoas que, quando tudo está bem, precisam encontrar algo do que se queixar, um ponto para reclamar. Há aquelas que acreditam que, por não expressarem seus sentimentos, não estão incentivando o crescimento do lado negativo de situações e relações. Também há quem se queixe por nada, por simples costume de atuar como vítima.

Em todas essas situações o resultado será nocivo. Nocivo para um relacionamento, um ambiente ou para si próprio. Quem vive na maré tranquila e precisa encontrar uma corrente turbulenta, deixa de aproveitar do magnífico poder da gratidão, força que transforma e que traz uma felicidade serena imensurável. Aqueles que não se expressam acreditando que dessa maneira não irão alimentar determinado ponto acabam por se intoxicar com as próprias palavras não ditas e alimentando da mesma forma aquilo que não as agrada – quando, enfim, tudo encontra uma válvula de escape para vir à tona, estragos maiores acontecem, tanto para quem diz quanto para quem ouve. E, aqueles que assumem o papel de vítima, vivem na mais venenosa das situações – com certeza, a função de ‘tadinho’ é completamente incompatível com o caminho da prosperidade e da alegria.

Se eu pudesse, desejaria que todos os seres humanos assumissem sua luz interna. Desejaria que todos ouvissem seus corações e soubessem olhar a vida com os olhos da alma, olhos sábios capazes de emanar gratidão e abençoar ao mesmo tempo. Desejaria encontrar um mundo onde as pessoas falassem o que pensam com amor em cada palavra e, por outro lado, os ouvintes fossem capazes de ouvir sem julgamentos e com compreensão.

Se a sua vida está boa, não deseje uma desgraça para dar valor a isso. Se algo lhe incomoda, por menor que seja o ponta, diga, converse, pontue – o ser humano não nasceu para ser uma panela de pressão. E, se a sua vida não está boa, entenda de uma vez que ser o ‘coitado’ não vai muda-la e que receber a energia de ‘dó’ dos outros é completamente prejudicial à saúde do corpo e da alma, ou seja, mude você mesmo aquilo que deseja mudar e agrade a si mesmo antes de agradar o próximo.

Por uma vida mais leve, onde ser feliz é uma questão de escolha.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

*Sabedoria Universal

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Onde foi que perdemos nossa Espontaneidade…

 

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Por que não podemos (ou não conseguimos) exteriorizar nossos sentimentos mais nobres e genuínos de maneira espontânea? Por que não nos permitimos ser quem realmente somos, expressando o que a alma quer dizer? O texto de Rubia A. Dantés nos auxilia nesse importante reflexão. Boa leitura!

“Recentemente me encantei com a forma que uma criança, de mais ou menos seis meses, expressou-se ao ver uma pessoa que gostava. Mostrou alegria e contentamento com tanta espontaneidade que era visível o entusiasmo que estava sentido por ver aquela pessoa… e fazia tudo para demonstrar isso na forma que podia… mexendo os bracinhos… sorrindo… e dentro da sua linguagem, fazendo os sons que mostravam claramente sua alegria.

Pensei em quantos de nós, depois de adultos, ainda se manifesta espontaneamente sempre que a presença de alguém ou de alguma coisa nos toca sinceramente o coração.

Somos sujeitos a tantas regras de comportamento… tantas memórias de dor por termos exposto nosso sentimentos com verdade… que quase sempre, essa manifestação espontânea de apreço,de admiração, passa primeiro pelos muitos filtros e, no final, o que sobra pode ser só um cumprimento polido…

Todos querem nos colocar regras para que possamos nos inserir dentro da sociedade… dos grupos… das religiões… e, com isso, não cabemos mais em nós mesmos… Vamos nos encolhendo daqui… acrescentando ali… para nos adaptar as muitas exigências que fazem para nos incluir nisso… ou naquilo…

Parece que temos que aprender como nos comportar para sermos aceitos como membros dos muitos grupos que andam por aí… só que esse padrão leva em conta regras estabelecidas por outros… E podem podar a espontaneidade e a nossa expressão mais genuína.

Sempre julgamos o outro a partir do nosso limitadíssimo ponto de vista, cujo exemplo somos nós mesmos…. Se alguém faz coisas que fogem ao nosso altíssimo padrão de exigência de como as pessoas devem ser, já excluímos ou taxamos de inadequado.

Por que não observar o outro?… Assim como observamos uma criança… e mesmo que sua ação fuja aos nossos padrões de normalidade, tentar ver a beleza que existe nas diferenças.

Quanto mais aceitamos o outro, mais aceitamos a nós mesmos porque o outro sempre está também dentro de nós.

Que limites estamos julgando estar sendo ultrapassados? Quem colocou esses limites leva em conta o controle ou a fidelidade à Alma? Vamos seguindo cegamente… tantas coisas… sem nem questionar o que estamos seguindo e quem criou essas regras..

Elas são mesmo o que nos toca o coração ou estamos sendo seguidores cegos de pessoas e ideias que não levam em conta a espontaneidade de cada um… o expressar-se com a Alma.

Voltando à criança… como seria bom se ao invés de ensinar a elas o que é feio e o que é bonito, de acordo com as muitas regras duvidosas que aprendemos, tivéssemos o cuidado de não podar o que elas têm de mais puro… tivéssemos o cuidado de não colocar artificialidade e imitação, no lugar da espontaneidade e da alegria natural… de quem se expressa com a inocência… de quem ainda se lembra das estrelas…”

Aloha

Claudia Michepud Rizzo

*http://sabedoriauniversal.wordpress.com