Será que venci meu vício por chocolate?

Estou realmente de “Parabéns”! Consegui ficar o período da quaresma sem comer nada, absolutamente nada de chocolate! É uma grande vitória para mim. Venci não apenas esse vício por chocolate, mas também, o medo de não conseguir atingir minha meta, a angústia, a tristeza. Ganhei coragem, força, estou acreditando muito mais em mim mesma. Hoje sei que sou capaz de enfrentar qualquer desafio e vencê-lo.

Ganhei condicionamento físico, pois precisei fazer exercício físico todos os dias para sair da leve depressão que a abstinência ao chocolate me causou. Hoje estou mais magra, com a musculatura mais firme e viciada em exercício físico, o que é ótimo, pois ganhei mais estabilidade emocional, mais bom humor, mais alegria, mais sabor pela vida.

Aprendi a me alimentar de forma muito mais correta pois, antes dessa empreitada, substituia refeições por chocolate. Agora como de maneira saudável e, pasmem, não sinto mais aquele desejo louco e desenfreado pelo chocolate. Não acho o sabor do chocolate gostoso como antes. Como um pedaço de vez em quando, mas é engraçado como perdeu a graça em relação ao que eu sentia antes (eu pensava em chocolate o dia inteiro, principalmente se eu não comesse – parece que o chocolate me perseguia mentalmente).

Para resumir: estou me sentindo liberta e, pela primeira vez, dona de mim mesma! Isso é MARAVILHOSO!!!! Impressionante, não é mesmo: como vencer um vício pode mudar tanto a vida de uma pessoa? E como muda!

Desafio de uma Chocólatra

Gostaria de compartilhar uma experiência pessoal. Uma das mais desafiadoras de toda minha vida. Nessa quaresma, momento de reflexão, penitência e oração para muitos cristãos, resolvi fazer um sacrifício a fim de receber dois milagres/bênçãos em minha vida. Desde a quarta-feira de cinzas, não como chocolate e nada que tenha chocolate.

Para muitos isso não seria sacrifício algum. Meu marido, por exemplo, nem sequer gosta de chocolate. Passaria a vida sem comer, sem problema algum. No entanto, o inverso funciona para mim. Desde meus 10 anos como chocolate todos os dias, sem exceção. O máximo que consegui, até dia 09/03/11, foi passar o dia inteirinho sem comer chocolate, mas à noite, minha força de vontade ia para o beleléo e eu atacava no chocolate.

Já vi entrevistas com Angélica e Adriane Galisteu, onde elas falavam que não comem um pedaço sequer de chocolate há anos, pois são viciadas e se comerem o primeiro, desandam e não páram mais. Achava-as umas frescas e que isso era uma desculpa delas para se manterem em forma.

Porém, como diz o velho ditado “a língua é chicote da…”: “chocolate pode viciar, sim.” E no meu caso, viciou. Após a primeira semana sem comer, comecei a sentir uma tristeza profunda, um vazio interior, uma vontade de sumir do planeta, de não fazer nada, nem sequer queria buscar meus filhos na escola; não queria ver pessoas. Estava com sintomas de depressão. Foram mais de duas semanas sentindo isso.

Meu marido percebeu que eu não estava nada bem e disse: “isso que vc está passando pode ser abstinência do chocolate”. Não acreditei. Não era possível que fosse realmente isso. Era tão bobo esse motivo. Então, fui até nosso amigo “google” e pesquisei muito a respeito do vício por chocolate: realmente pode causar uma dependência. Não por ser um tipo de droga, mas por conter feniletilamina, substância precursora da serotonina em nossa cérebro (que acalma e melhora o humor das pessoas) – mesma substância que o cérebro libera quando a pessoa está apaixonada, por exemplo.

Decidi que isso não iria me abater. Decidi que sou mais forte que um desejo. Parei, refleti, orei. A questão não era mais só receber as duas bênçãos, mas vencer meu lado fraco, ter domínio sobre minhas vontades, ter controle sobre mim mesma, me sentir vitoriosa, enfim, dona de mim mesma!

Resolvi substituir a serotonina proporcionada pelo chocolate, pela serotonina dos exercícios físicos que venho praticando todos os dias. Comecei a correr. Estou namorando mais meu marido. Estou brincando mais com meus filhos. Estou me sentindo mais próxima de Deus, pois preciso exercer minha fé e espiritualidade para vencer esse desafio.

Quero muito chegar na Páscoa e dizer que consegui vencer esse desafio! Mas, por enquanto: um dia de cada vez!